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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os Caça-Fantasmas!

Numa certa cidade do interior de Goiás, mais especificamente em Mineiros, isto há alguns anos atrás. Quando a Polícia Militar saía nos finais de semana em diligências nas antigas kombis, conhecida pelos militares como PABAM.
Chegando nas proximidades do único cemitério da cidade, visualizaram um indivíduo pulando para dentro do local.
Enquanto a metade do efetivo faziam buscas pessoais em alguns frequentadores de um bar em frente, a outra metade adentrou o cemitério atrás do suposto meliante.
Todos em absoluto silêncio, com muita cautela.
Agora, não se sabe se para não serem surpreendidos pelo meliante ou para não acordar os mortos.
O que se passou a seguir, deu a entender que o maior medo da maioria era mesmo o de não acordar os mortos.
Eis que surgiu no meio de uma moita, uma coruja 'zoiuda', soltou um pio aterrorizante e estridente, bateu asas e saiu voando.
Surpreendidos, os policiais sacaram suas armas, cada qual apontando para um lado, todos alertas e assombrados.
No meio da confusão, um oficial visualizou um corpo à frente em cima de uma lápide, com a voz e as pernas trêmulas, apontou sua arma e ordenou: "Mão na cabeça, mão na cabeça!"
Todos os outros policiais, sem exceção, caíram na gargalhada.
O corpo em cima da lápide era uma estátua, que quase levou chumbo por desobedecer a ordem de por a mão sobre a cabeça.




domingo, 22 de setembro de 2013

Só Faltou Perguntar o Nome e CPF


O que vou relatar, visualizei no Facebook de alguém, mas que vira e mexe acontece num plantão do 190.
Foi recebida uma ligação numa ocorrência de tentativa de roubo a transeunte, praticado por dois indivíduos que estavam em uma moto.
Sendo a ação delituosa, presenciada por Guardas Municipais que ali estavam e talvez por isso, o roubo não tenha sido consumado.
Ao que consta, foi um destes Guardas Municipais quem ligou para a Polícia Militar solicitando uma viatura.
O atendente fez perguntas pertinentes ao andamento da ocorrência.
Então lhe foi perguntado a cor da moto, e o solicitante não sabia; cor do capacete, não sabia; cor da camiseta, não sabia. Só sabia que usavam bermudas.
Bingo! Pensa, numa cidade quente como Goiânia, onde todo mundo usa bermudas...
Já impaciente com tantas perguntas, o solicitante disse que se fosse pra demorar tanto assim, nem precisava enviar viatura, pois a esta altura os meliantes já estariam bem longe e ironicamente, disse que da próxima vez perguntaria ao ladrão o nome dele e o número do CPF.
No caso de crimes já ocorridos, onde o autor já evadiu, essas perguntas chatas que delongam a ligação, são de grande relevância.
Pois ao fazer o deslocamento até a vítima, a viatura pode passar pelos autores e não havendo nenhuma descrição dos mesmos, vão 'passar batido'.
Moral da história:
Não é todo dia que a 'bola de cristal' da Polícia Militar funciona.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sobrou o Motor

A cara de pau da bandidagem é tanta, que nem se importam mais em esconder seus mal feitos.
Um senhor ligou no Copom com uma história bem inusitada.
Ele havia deixado seu veículo em uma oficina para fazer alguns reparos.
Sendo que esta oficina fica num bairro conhecido aqui em Goiânia como "Robauto", onde há uma grande concentração de lojas de auto peças para revenda, e algumas de origem duvidosa.
Bom, ao retornar para buscar seu veículo, ele foi informado pelo proprietário da oficina que o mesmo já não se encontrava mais ali.
Não ele todo!
O carro havia sido desmontado e suas peças revendidas. Restando algumas peças, sendo uma delas, o motor.
Sem querer acreditar naquele absurdo, indignado e desolado, a vítima pediu uma viatura no local.



sábado, 22 de junho de 2013

Odeio Bala de Borracha, Joga um Halls

"PM Goiás teve atuação admirável! Eu pedi eles deram!" Abhner Medeiros
Fonte: www.facebook.com

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Veículo de Rico e Veículo de Pobre

Trabalhando há tanto tempo no 190, e atendendo a todo tipo de público. Por vezes, nos deparamos com uma desigualdade social gritante.
Um exemplo disso é que num mesmo dia, a Polícia Militar, recuperou vários veículos e dentre eles, se destacaram dois: Uma Mercedes zerada e uma Motoneta, modelo bem antigo, conhecida mais como cinquentinha.

 Ao entrar em contato com a vítima da Mercedes, estes chegaram num outro carro importado, também zerado, com o motorista particular e segurança. Estavam bem desanimados e inconformados, pois como o veículo tinha seguro, achavam que a seguradora é quem deveria fazer esse deslocamento e passar por todo esse aborrecimento, afinal, pagavam por isso.
Enfim, receberam o veículo, assinaram o termo de entrega e se foram.
Ao contrário da segunda vítima, proprietários da motoneta. Estes, quando fiz o primeiro contato por telefone, fui atendida por uma senhora, e quando lhe informei que havíamos recuperado seu veículo, essa não conseguiu conter-se de tanta felicidade, gritava, chorava, pelo jeito pulava também. Sua alegria era imensa, tanto que não conseguia falar só comigo, chamou toda a família, dizia-lhes que a polícia havia encontrado a moto, e agradecia à Deus a todo instante.
Por fim, chamou o filho para anotar os dados de onde buscar o veículo, pois estava tremendo demais e não conseguiria escrever nada.


E a entrega se deu da mesma forma, que foi feita com o 'veículo dos ricos'.
Para nós, não há distinção.
Na verdade, é muito mais gratificante entregar um bem a quem tem pouco. Pois esses, valorizam muito mais suas conquistas e quando agradecem, o fazem verdadeiramente, de coração.
Diferentemente de quem tem muito, que nunca agradece e quando o fazem, se é que alguém faz, é sempre forçado e com desconfianças.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Volta Pra Mim!

Como nenhum plantão é igual outro, sempre acontece alguma ocorrência bem peculiar.
Do tipo, ridículo mesmo.
O Copom recebeu várias ligações certa manhã, onde um rapaz, ao terminar seu namoro, foi surpreendido pela reação da ex-namorada.
Ela entrou no carro dele e não saiu mais. Trancou a porta, recusando sair de dentro do veículo durante todo o dia.
O rapaz chamou a família da moça, a mãe, pai, tios, avós, padre, mãe de santo, pastor, até promessa de ir a pé para Trindade, ele fez. Mas nada!
Ela não saía.

Uma viatura da PM foi chamada ao local e nada conseguiram. Mesmo falando com jeitinho, usando de cautela, com palavras mansas, para não deixar a mal amada ainda mais nervosa.
Chegaram a conclusão, de que esse era um assunto para ser resolvido em família e foram embora.
Porém, já tarde da noite, novamente uma viatura foi solicitada no local.
E por incrível que pareça, ela ainda continuava dentro do carro, sem comer, sem beber água, sem fazer necessidades fisiológicas e sem aceitar o término do namoro.
A louca.
Só não contava que dessa vez, nesta viatura, havia um policial ainda mais louco que ela.
Este chegou bem próximo, começou a esmurrar o carro e a falar alto e bravo, ordenando que ela saísse e deixasse de frescura, senão iria quebrar os vidros, soltar gás dentro do carro, colocar-lhe um par de algemas e a jogaria dentro da viatura de cabeça pra baixo, pelos cabelos.
Não demorou dois segundos e ela saiu.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Eu Tenho Estrelas

Estava eu, numa sexta-feira, trabalhando, quando recebo a ligação de alguém, que logo descobri se tratar de um ser astronomicamente superior aos demais mortais.
Ao atender identifiquei-me, como é de obrigatoriedade.
Ele me perguntou onde seria uma reunião, que aconteceria com alguns oficiais, neste dia.
Eu perguntei qual seu nome.
Ele respondeu que era da Polícia Militar de Goiás! (Enfatizou isso muito bem)
Eu novamente perguntei qual seu QRA, que no código 'Q' quer dizer, 'qual seu nome'.
Ele, rispidamente respondeu que não iria se identificar e que como havia sido convidado a participar de uma reunião com um Coronel da PM, com certeza absoluta era um oficial e consequentemente, muito importante.


(...)
Bom, dá para imaginar a minha cara.
Respirei profundamente, e falei que iria me informar sobre o local dessa reunião, com pessoas tão importantes.
É claro que eu não tinha a menor obrigação de saber disso, mas, como sou EDUCADA, tenho princípios, e que provavelmente esse ser superior nunca soube o que é; verifiquei e passei-lhe a informação.
Ele só desligou.
Nem obrigado, nem grato, nem vai te catar.
Nada.

(Cri, cri, cri, cri...)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Obrigado, Senhor!

     Alguns fatos acontecem como que por milagre, fatos esses que desafiam o mais cético dos homens. Porque comprovam que Deus age sempre da maneira mais correta e no tempo Dele.
     Há mais ou menos uns 5 anos atrás, um capitão da polícia militar, estava frequentando um curso de especialização em Polícia Judiciária. Onde o instrutor, também militar, falava sobre as vantagens da internet nas investigações.
     E dizendo isto, pediu a carteira de identidade desse capitão, para exemplificar o que falava. A escaneou e jogou sua imagem no telão. Um tenente que estava ao fundo da sala, viu os dados do capitão e levantou todo sorridente, trazendo sua identidade nas mãos, dizendo que eles faziam aniversário no mesmo dia.

     Mas, no meio do caminho parou, mudou o semblante totalmente, como se tivesse lembrado de algo muito triste e fez menção de voltar. O capitão percebendo a mudança drástica no rosto do tenente, perguntou o que tinha acontecido. Ele quis recuar, mas a insistência do superior, o fez abrir seu coração.
     Ele disse que havia lembrado de sua mãe, que morreu quando ele tinha apenas 2 anos, e que mesmo depois de 22 anos, sentia dentro do peito, uma certeza muito forte, de que ela ainda estaria viva.
     Então, o instrutor teve a idéia de jogar o nome da mãe do tenente no Google. E pasmem, havia um mandado de prisão em aberto no nome da mesma, numa cidade do Mato Grosso. Houve um alvoroço geral, e o tenente que até então se julgava órfão, estava visivelmente emocionado e bastante surpreso.
     O capitão, tomando a frente da situação, dispensou todos. E, chegando em casa, fez uma pesquisa minuciosa sobre o paradeiro da mãe do tenente. Entrou em contato com o serviço de inteligência da polícia militar daquela cidade. Onde foi prontamente atendido por um sargento do serviço reservado, repassando os dados que tinha em mãos. E este sargento lhe retornou a ligação após 40 minutos, com a mais surpreendente das revelações.
Segundo sua descoberta, existia sim, uma mulher com aquele nome na cidade. Era uma líder comunitária, uma senhora analfabeta, muito humilde, mas com grande influência na comunidade onde vivia.
E certa vez, um conhecido seu, vendeu-lhe um tanquinho no valor de R$ 80,00. Onde mais tarde descobriu-se tratar de objeto furtado. E ela a partir daquele momento, fora acusada de receptação.
Pela sua simplicidade e ignorância dos fatos, não compareceu à audiência, o que agravou sua situação.
Mas, como todos sabiam de sua índole, ela fora inocentada pela justiça humana.
Após narrar o ocorrido, o sargento disse que tinha uma outra surpresa. Ela estava ali; ao seu lado e falaria com ele.
O coração do capitão quase explodiu de emoção, quando enfim, pôde ouvir a sua versão.
Ela falou que era mãe de 5 filhos e teria sido abandonada pelo marido, e que ele levou o menor, com apenas 2 anos de idade. Desaparecendo sem deixar rastros. E que não havia um dia em sua vida, em que ela não sonhasse em encontrá-lo e perguntou se o capitão o conhecia.
Ele disse que sim e que inclusive era seu chefe; que o filho dela hoje, aos 24 anos, era Tenente da Polícia Militar de Goiás e também formado em engenharia.
Ela muito emocionada, nem acreditava que tinha um filho tenente. Falou que sua família eram todos bem simples.
Falaram por mais alguns minutos, o capitão anotou o número do telefone dela e desligou.
Não aguentando a ansiedade, ligou imediatamente para o tenente. Pediu-lhe que anotasse um número, e ao falar o prefixo do DDD, o tenente começou a chorar do outro lado da linha, já pressentindo de quem se tratava.
No outro dia, ao se encontrar no curso, lá vem o tenente todo sorridente, transbordando de felicidade, lágrimas escorrendo, deu um abraço emocionado no capitão e o agradeceu. Falou que aquele era o dia mais feliz de toda sua vida.

Conseguiu com ajuda dos companheiros, uma dispensa e foi visitar sua mãe.
Ao voltar, relatou que agora sabia de toda verdade, que de repente tinha 4 irmãos, e que entendeu porque Deus havia permitido que ele tivesse sido separado de sua família.
Precisava ter passado por tudo aquilo, para que hoje tivesse um bom emprego e pudesse ajudar sua família tão humilde...
No dia da formatura do curso, o comandante fez uma homenagem a cada um dos alunos, deixando o tenente por último.
No momento em que foi chamado à frente, sua mãe entrou junto com ele.
Houve uma comoção geral, onde os protocolos foram quebrados e todos invadiram a cena. Abraçando e festejando com ele, aquela bênção tão especial!


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Desocupação do Parque Oeste Industrial - Goiânia


CASO PARQUE OESTE INDUSTRIAL

"No dia 16 de fevereiro de 2005, Goiânia, capital do Estado de Goiás, foi palco de uma das
maiores operações de desocupação de área urbana já realizadas no País. A área invadida,
conhecida como Parque Oeste Industrial, foram mobilizados pela Secretaria de Segurança
Pública, 1863 homens, numa operação denominada
OPERAÇÃO TRIUNFO, tendo como
resultado 02 (duas) mortes, 14 (quatorze) feridos (com um lesado medular), 800 (oitocentos)
presos, e inúmeros desabrigados, sendo 934 (novecentos trinta e quatro) famílias alojadas em
dois ginásios de esportes, nos bairros do Capuava e do Novo Horizonte.
Dada a gravidade dos fatos, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos constituiu
Comissão Especial,
"com o objetivo de apurar violações a Direitos Humanos acerca dos
fatos vinculados a operação de Reintegração de Posse, que resultou em vítimas fatais e
inúmeros feridos, realizada por Policiais Militares no Parque Oeste Industrial em Goiânia,
Estado de Goiás, no dia 16 de fevereiro do corrente ano", via RESOLUÇÃO Nº 1, no DOU
– Seção 2, de 24 de fevereiro de 2005." (...)





Agora a visão de uma policial militar, que viveu o outro lado da história (Eu):


"__ Alguém tem que fazer o serviço sujo". Como diria minha sábia irmã.
 Ou seja, somos militares, cumpridores de ordens que vem lá de cima. Ordens essa, que é Legal, mas humanamente falando, olhando lá pra baixo, muitas vezes não é Moral.
São crianças, idosos, portadores de necessidades especiais, gente humilde, maioria trabalhadora, honesta, carente, pagadoras de impostos. Que necessitam, dentre tantas coisas, de um teto.
Invadiram um terreno particular, que tem dono, pagador de seus impostos, que pelo visto não é tão carente, mas ainda assim, é o proprietário legal.
O Juíz mandou, então, Cumpra-se!
De que forma aquelas pessoas sairiam? Pois se do dia para a noite, eles se multiplicavam, transformando o terreno, em uma invasão gigantesca. Onde cada dia, apareciam mais e mais casas.
E onde se aglomerou, juntamente com a população honesta, bandidos da mais alta periculosidade.
Bom, agora deixando o sensacionalismo de lado, vamos falar da legalidade e do serviço policial militar em si e qual foi o benefício que essa desocupação trouxe para nossa cidade.
Legalmente falando, todos ali estavam errados, são invasores, transgressores da Lei. Acharam que era simples assim, chegar e se apossar do alheio, construíram seus sonhos às custas do prejuízo e dos direitos de outra pessoa.
A polícia militar existe para prevenir, combater crimes e bater de frente com o perigo. Pois é, também corremos grande perigo nas operações aos quais somos empenhados.
Agora, imagine se nada tivesse sido feito, se os invasores triunfassem, o caos que a cidade estaria vivendo. Todos os terrenos desocupados, estariam sendo invadidos. Viriam pessoas de todas as partes Brasil, porque aqui seria a terra sem lei.
E daqui alguns poucos anos, estaríamos nos assemelhando às grandes capitais, como Rio de Janeiro e suas favelas, que de tão grandes, se tranformaram em verdadeiras cidades. Ali sim é terra sem lei. Onde manda quem é o dono do tráfico e tem mais armas, e obedece quem quer ficar vivo.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

QBU na Janela


Um QBU, como são chamados as pessoas com distúrbios mentais, por nós militares; estava sentado na janela de seu quarto, que fica no sexto andar. Ameaçando pular.
A polícia militar foi acionada, os bombeiros, os familiares, a imprensa, o padre, enfim, ele conseguiu seus quinze minutos de fama.
Os primeiros a chegar ao local foram a PM e os familiares.
Foi então, que subiu até o quarto, um sargento e um aspirante a oficial da polícia militar. O sargento com sua larga experiência, que adquiriu ao longo de seus 23 anos na corporação, foi logo dialogando com o doido da janela.
__ Meu irmão, o que é que você perdeu aí nessa janela?
__ Me bateram. Respondeu o QBU.
__ Ah não! Não me diga uma coisa dessa! Eu quero saber quem foi esse safado que te bateu. Vou dar na cara dele até virar homem!
Disse isso e tirou um facão do cinturão. Continuou:
__ Me conta quem foi, vou cortar ele todinho!
Nisso o QBU, demonstrando surpresa, falou choramingando:
__ Não, não mata ele não!
O sargento, olhando bem nos olhos do doido, disse baixinho e batendo no peito:
__ De hoje em diante, eu e você somos amigos. Mexeu contigo, mexeu comigo.
O QBU acenou afirmativamente com a cabeça, babando e sorrindo.
__ Combinado então? Perguntou o sargento ao doido e estendeu a mão.
O QBU inocentemente, aceitou o aperto de mão do sargento e estendeu sua mão. Nesse momento, claro, foi seguro pelo militar e puxado para dentro do quarto.
O aspirante que até então só olhava a ação do praça, finalmente se movimentou. Ajudou a segurar o suicida, que gritava:
__ Não me bate! Não me bate!
Conseguiram arrastá-lo para o térreo.
Já dominado, o QBU mais calmo, foi encaminhado até a ambulância que ali estava para conduzi-lo a uma clínica psiquiátrica.
Quando este estava dentro da ambulância, riu e apontou para os militares ali presentes:
__ É tudo meu amigo, tudo meu amigo. A gente vai almoçar juntos...


quarta-feira, 27 de junho de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

Cadê o Toninho?

Esta é uma "pérola" do 193, pois aconteceu com uma médica da regulação do Corpo de Bombeiros, e ela me contou.
Fato ocorrido uns 8 anos atrás, numa ocorrência onde os bombeiros foram acionados, para socorrer várias pessoas que estavam literalmente "espetadas", no arame farpado que cercava o quintal de uma casa. Onde havia um velório.
E realmente, havia mesmo umas 30 pessoas machucadas, onde algumas ainda permaneciam presas ao arame farpado. Para isso foram acionados UR's e a USA dos bombeiros.
Bom, a história é a seguinte:
Estava sendo velado o corpo de um homem e vários parentes e amigos permaneciam ao seu redor. Quando surge na sala, a ex-esposa, recém chegada do norte do país, para o velório. Ao vê-lo no caixão, ela corre em sua direção e o abraça.
Mas, ao apertá-lo com força e devido aos gases que ainda permaneciam no corpo do falecido, fez com que os braços dele se abrissem e de sua boca saísse um som, como se fosse um ronco.
E todos sem exceção, assombrados, fugiram correndo de dentro da casa, aos solavancos, passando um por cima do outro. Dando de cara com a cerca de arame farpado, que foi ignorada. Ficando "espetados".
Tudo isso, tentando fugir do fantasma.
Após a chegada dos bombeiros e as pessoas ainda sendo atendidas, uma voz feminina começa a berrar:
   __Cadê o Toninho?!  __Cadê o Toninho?!
Ela gritava apontando em direção a uma cadeira de rodas; vazia.
O cadeirante havia desaparecido, e o mais impressionante era que ele não tinha nem os braços e nem as pernas.
Foi encontrado rolando numa poça de lama, no meio do quintal.
Parecendo mais uma tartaruga.
O lavaram com uma mangueira, para saber qual sua real situação.
Foi quando alguém fez a pergunta que não queria calar: 
   __Como é que ele foi parar no meio do quintal?
E algum engraçadinho respondeu:
   __Só pode ter vindo parar aqui chutado, cada um que passava por ele, dava um chute. Foi assim que ele chegou tão longe da cadeira de rodas.
(É verdade, é muito cômico, se não fosse tão trágico!)
Foi então que a médica da regulação dos bombeiros, chegou a conclusão de que esse era o caso mais grave, sendo levado pela USA (viatura dos bombeiros, onde tem um médico, para atendimentos de maior gravidade).
Mesmo ele dizendo o contrário, com a voz quase sumindo:
   __Eu bem... Eu bem...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Assim Você Mata o Papai

Num sábado a noite, uma jovem ligou no 190, avisando que recebera uma ligação de uma mulher pedindo por socorro.
Afirmou não conhecer quem ligou, mas passou o número que ficou gravado no identificador de chamadas.
A prestativa atendente do 190, anotou o número e retornou a ligação para a suposta vítima.
Ao ligar, a atendente imaginou que falaria com alguém que estivesse em perigo, porém o que ouviu, foi uma música tocando e risadas ao fundo:
"Ai, ai, ai, ai ,ai, ai... Assim você mata o papai..."


Ou seja, ocupou-se uma linha de emergência e um profissional, com uma história fantasiosa. Ridicularizou uma Instituição centenária com piadinhas. Como se numa cidade tão grande, não houvesse mais ninguém necessitando de ajuda. É assim que alguns jovens agem. Sem nenhum amor ou respeito pelo ser humano e pelos profissionais que passam noites em claro, tão somente para ajudar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Essas Crianças...

Pela voz, parecia ser uma criança com menos de seis anos, porém sabia articular muito bem as palavras.
   — "Moça, preciso de um favor muito grande, olha só é muito sério o que eu vou falar."
   — Pois não, em que a polícia militar pode te ajudar?
   — "É assim, tô sozinho em casa, fui no banheiro agora, mas eu não consigo puxar a cordinha da descarga."
Pensei:  — Pronto, não faltava mais nada naquele plantão.

Hoje Vou Matar Minha Mulher

   —"Hoje eu vou matar minha mulher!"
Essa foi a primeira coisa que um homem, com uma voz de bêbado disse, ao ligar no 190.
   —"Cheguei cansado em casa hoje, trabalhei feito um condenado, com fome e a vagabunda não fez a janta! Isso porque eu ainda passei no bar, pra tomar umas duas cervejinhas."
   —Senhor, qual seu nome?
   —"Paulo." (nome fictício)
   —Onde está sua esposa agora?
   —"Fugiu, saiu correndo, mas quando ela voltar, vai apanhar até morrer."
   —Me passa seu endereço por favor.
   —"É na rua do Chicote, número 13, Jardim dos Boçais." (endereço fictício)
   —Por que ela fugiria? O senhor a ameaçou com alguma arma? Está portando faca ou revólver?
   —"Não vou mentir pra você não, moça. Eu já bati nela, mas ela sempre mereceu, é uma preguiçosa. Chego em casa e as coisas estão por fazer... Nem as minhas roupas ela lava direito."
   —Sua esposa trabalha fora, além de trabalhar em casa também?
   —"Trabalha numa confecção, moleza, fica o dia inteirinho sentada e ainda diz que está cansada. Mulher tem é que apanhar mesmo!"
   —Senhor, às vezes as mulheres se cansam. Ainda mais quando também trabalham fora, aguentam encheção de saco de patrão e no caso dela, passa o dia inteiro na frente de uma máquina de costura. E quando chegam em casa, ainda tem todo serviço doméstico para fazer. Acho que ela espera no mínimo, encontrar um homem carinhoso e que não esteja fedendo a cachaça.
   —"Você diz isso porque é mulher. Tenho certeza que seus colegas não pensam assim!"
   —Não sei como eles pensam, mas sei o que penso. A viatura estará aí logo em seguida, para fazer a escolta de sua esposa até a Delegacia da Mulher, caso ela deseje formalizar um boletim de ocorrência contra o senhor, pela violência doméstica que ela vem sofrendo.
   —"Isso que dá colocar mulher na polícia, se acham as donas do mundo. Mas não vai dar em nada não, tenho as costas quentes e minha esposa não me larga não."
E o pior é que não largam mesmo, ele tem razão!
...Bom, o resto da conversa é tão deprimente que não merece meu esforço para digitar.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Independência, Uma Decisão Solitária

É difícil acreditar que ainda nos dias de hoje, uma pessoa se submeta a ser humilhada, violentada em todos os sentidos, até mesmo no seu direito de ir e vir, em nome do "amor".
Amor não faz sofrer.
Se há algum sofrimento, o que menos existe é amor.
A família não pode ser a desculpa, para a mulher ser subjugada. Em nome dos filhos, da estabilidade e da "moral", algumas mulheres se submetem aos caprichos, machismo e boçalidade de alguns homens.
Com que direitos os homens agem assim?
Com o direito dado pela mulher.

Faz parte da natureza do homem ser o manda chuva, o todo poderoso. Então, quando a mulher permite que estabeleça essa "hierarquia", ela abriu mão de seus direitos.
É muito cômodo para algumas mulheres, deixarem as obrigações financeiras e as decisões relevantes aos companheiros. Dando a eles, a impressão que elas são meras coadjuvantes na relação.
E a maioria delas, passa a vida toda acreditando nisso.
Esse é o xis da questão.
Desde sempre foi assim, tornando uma prática normal, corriqueira.
Por isso, essa dificuldade imensa em colocar na cabeça das mulheres que isso não é normal! É uma pichação aos direitos mais básicos.
Mesmo tendo acesso a educação, mesmo garantindo sua estabilidade financeira, as mulheres aceitam essa imposição que a sociedade acatou.
Por comodismo e para não ser confundida como uma pessoa vulgar. Porque se ela não é uma dona de casa exemplar, é uma vagabunda.
Mulher solteira não tem valor moral, então, antes casada e subjugada, do que solteira e vadia.
Certo?
Errado!
Não é preciso ser casada para ser digna e honesta, tão pouco solteira para tornar-se uma qualquer. Isso tem a ver com caráter e criação. E estar na companhia de um homem não muda nada. O fato é, ele é apenas humano, nem melhor, nem pior. Uma pessoa com defeitos e qualidades, vontades, sentimentos, medos, desejos, fome, sede, frio e calor... Ou seja, as mesmas necessidades que as mulheres. Por que serem tratados como deuses?
De novo a resposta é a mesma. Porque as mulheres aceitam assim.
Mas por que elas agem assim?
Para toda revolução houve guerra. Guerrear sempre deixou rastros de sangue, inocentes foram sacrificados e algumas vezes a vitória não compense tanto esforço e energia.
Pois sempre vai haver quem diga o contrário. E de certa forma, mudar pode não ser a melhor solução para a maioria das "Amélias".
Cansa dar murro em ponta de faca.
É uma decisão solitária.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Curiosidades Infantis

Certa vez, estava eu fardada, num ponto de ônibus aguardando o mesmo. Indo para mais um plantão.
Do meu lado tinha uma senhora com um garotinho, de mais ou menos 4 anos.
Ele cutucou a mãe, puxando sua saia e disse baixinho:
"Mãe, mãe. Óia só a muié, tá com roupa de homem!"
E a mãe respondeu:
"Não meu filho, ela não está vestida de homem. Existe policial mulher também".
E o menininho não conformado:
"Ela vestiu a roupa de homem sim!"
Falei nada...



sábado, 11 de junho de 2011

Proteção ao Consumidor

Recebemos um ligação de uma 'garota de programa', que estava num hotel de luxo em Goiânia, atendendo a um 'cliente'. Onde o mesmo se recusava a pagar pelos serviços da moça.
Motivo: Ela estava naqueles dias, sendo por isso devolvida pelo cliente.
A moça queria saber, onde ela poderia fazer uma ocorrência contra o sonegador.

(PROCON?!... )

Não seria Giroflex?

Um rapaz ligou no 190 deseperado, porque o ex-marido de sua namorada estava no portão de sua casa, esmurrando o mesmo.

"Vem rapidinho, fazendo barulho, com a sirene e o circunflexo ligado!"

Circunflexo!??
   
                                 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Envenenei o Ladrão

Esse relato me foi repassado por um colega.
Este recebeu uma ligação de uma senhora desesperada. Ela havia colocado Chumbinho (produto clandestino, irregularmente usado como raticida) dentro de uma panela, misturado com restos de comida. Que seria colocado numa ratoeira, pois havia em sua casa muitos ratos.
Porém, antes de colocar a comida na ratoeira, ela foi à igreja.
Ao retornar, notou que sua casa havia sido arrombada, houve furto de vários objetos e o pior de tudo, o ladrão comeu a comida envenenada que estava em cima do fogão.

E agora meu filho? E se ele morrer, a culpa vai ser minha?
Indagou a preocupada senhora.

Boa pergunta.
E agora?!