quarta-feira, 18 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A Arma Era Bem Pequenininha
Um rapaz com uma voz afetada (é claro que digo que a voz é afetada, sem preconceito algum, somente para explicar).
Bom, ele ligou solicitando uma viatura, pois havia sido vítima de roubo. Onde subtraíram o seu aparelho de celular.
E ao ser indagado sobre qual tipo de arma o autor usava, ele disse:
Olha só linda, a arma eu não vi, eu acho que devia ser bem pequenininha, porque eu não vi não... Mas eram dois molequinhos, pivetinhos mesmo. Eu entreguei o celular, sei lá o que eles poderiam fazer comigo, nunca se sabe o que passa na cabeça dessas crianças de hoje em dia, num é, fofa!
Bom, ele ligou solicitando uma viatura, pois havia sido vítima de roubo. Onde subtraíram o seu aparelho de celular.
E ao ser indagado sobre qual tipo de arma o autor usava, ele disse:
Olha só linda, a arma eu não vi, eu acho que devia ser bem pequenininha, porque eu não vi não... Mas eram dois molequinhos, pivetinhos mesmo. Eu entreguei o celular, sei lá o que eles poderiam fazer comigo, nunca se sabe o que passa na cabeça dessas crianças de hoje em dia, num é, fofa!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Atrás do Volante
O trânsito está cada vez mais violento. E até mesmo as mulheres andam bem estressadas.
Uma atendente recebeu uma ligação de uma senhora muito nervosa:
"Olha moça, tem uma loira num Celta vermelho me perseguindo, buzinando e xingando..."
Tudo indicava ser uma daquelas discussões de trânsito, onde alguém distraidamente 'dá uma fechada' em outro veículo e apartir daí, começa uma lamentável demonstração de falta de bom senso e educação. Onde alguns motoristas se acham no direito de xingar, agredir e até mesmo tirar a vida do outro, deixando para trás a civilidade e agindo literalmente como os homens das cavernas.
Voltando a ocorrência, foi pedido à suposta vítima, sua localização e se possível a placa do veículo que a seguia. O que foi passado e nesse caso, repassado para as viaturas da área.
Porém a solicitante não satisfeita, ainda disse mais algumas coisas desagradáveis sobre a tal loira do Celta, proferindo palavras de baixo calão, demonstrando ser tão ignorante quanto a outra:
"Certo era meu primo, que dizia que vagabundo tem é que morrer! Ah se eu fosse uma delegada, eu metia um tiro no meio da cara dessa...(censurado)"
Desabafou e desligou sem mais nem menos.
Uma atendente recebeu uma ligação de uma senhora muito nervosa:
"Olha moça, tem uma loira num Celta vermelho me perseguindo, buzinando e xingando..."
Tudo indicava ser uma daquelas discussões de trânsito, onde alguém distraidamente 'dá uma fechada' em outro veículo e apartir daí, começa uma lamentável demonstração de falta de bom senso e educação. Onde alguns motoristas se acham no direito de xingar, agredir e até mesmo tirar a vida do outro, deixando para trás a civilidade e agindo literalmente como os homens das cavernas.
Voltando a ocorrência, foi pedido à suposta vítima, sua localização e se possível a placa do veículo que a seguia. O que foi passado e nesse caso, repassado para as viaturas da área.
Porém a solicitante não satisfeita, ainda disse mais algumas coisas desagradáveis sobre a tal loira do Celta, proferindo palavras de baixo calão, demonstrando ser tão ignorante quanto a outra:
"Certo era meu primo, que dizia que vagabundo tem é que morrer! Ah se eu fosse uma delegada, eu metia um tiro no meio da cara dessa...(censurado)"
Desabafou e desligou sem mais nem menos.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Afogando no Vaca Brava
Para quem vive em Goiânia, sabem muito bem onde fica o Parque Vaca Brava aqui na capital, com seu pequeno bosque de vegetação nativa e seu belo lago.
E foi desse parque, de onde originou uma ligação para o 190.
Um rapaz desesperado, dizia que seu amigo estava afogando no lago do Vaca Brava. E que o mesmo estava embriagado e pedia por socorro.
Imediatamente o atendente acionou o Corpo de Bombeiros.
Porém, havia uma viatura da Polícia Militar nas redondezas do parque, esta foi a primeira a chegar no local do afogamento.
E pasmem, realmente havia um bebum no lago. Mas esse não estava afogando, apenas tomando um banho refrescante, numa noite quente. Segundo ele mesmo.
Ele se recusava a sair de dentro do lago. Dizia que precisava melhorar da cachaça e que a água estava muito boa.
Finalmente os amigos conseguiram retirá-lo do lago e o bombeiro dispensado.
Seria hilário, se não houvesse o perigo real e iminente de um afogamento. Sem contar que é vandalismo.
Devido às circunstâncias, todos foram orientados e liberados.
E foi desse parque, de onde originou uma ligação para o 190.
Um rapaz desesperado, dizia que seu amigo estava afogando no lago do Vaca Brava. E que o mesmo estava embriagado e pedia por socorro.
Imediatamente o atendente acionou o Corpo de Bombeiros.
Porém, havia uma viatura da Polícia Militar nas redondezas do parque, esta foi a primeira a chegar no local do afogamento.
E pasmem, realmente havia um bebum no lago. Mas esse não estava afogando, apenas tomando um banho refrescante, numa noite quente. Segundo ele mesmo.
Ele se recusava a sair de dentro do lago. Dizia que precisava melhorar da cachaça e que a água estava muito boa.
Finalmente os amigos conseguiram retirá-lo do lago e o bombeiro dispensado.
Seria hilário, se não houvesse o perigo real e iminente de um afogamento. Sem contar que é vandalismo.
Devido às circunstâncias, todos foram orientados e liberados.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A Lata de Leite Condensado
Quase todos os finais de semana, os vizinhos de uma casa específica, ligam para o 190, devido a uma briga de um certo casal. Confusão essa, que sempre termina em pancadaria.
E quando os policiais chegam ao local, encontram a mulher chorando, com sinais de agressão, mas ela sempre se recusa a formalizar a ocorrência. Dizendo que está tudo bem, que é apenas um desentendimento passageiro.
Cansado de ouvir sempre a mesma desculpa, certa vez o comandante da viatura, decidiu conversar em particular com a vítima. Enquanto isso, o outro policial continuou no interior da casa, mexendo numa lata de leite condensado, que estava aberta em cima de uma mesa.
Nesse dia, a vítima finalmente resolveu se abrir:
"Olha moço, eu tenho muita vergonha de falar essas coisas, mas já não aguento mais viu. Meu marido insiste em fazer algumas coisas comigo, que eu não admito. Todo fim de semana ele inventa uma nojeira diferente. Dessa vez ele queria que eu fizesse sexo oral, mas antes ele colocou o 'negócio' dele dentro da lata de leite condensado..."
Antes que ela terminasse a frase, o outro policial, saía de dentro da casa segurando uma lata de leite condensado, a dita cuja que provocou toda aquela confusão. E ao ouvir aquilo, o militar começou o cuspir e a sentir ânsias de vômito.
Ele obviamente havia tomado o conteúdo da latinha.
Bom, depois desse episódio, dá para imaginar a gozação.
E quando os policiais chegam ao local, encontram a mulher chorando, com sinais de agressão, mas ela sempre se recusa a formalizar a ocorrência. Dizendo que está tudo bem, que é apenas um desentendimento passageiro.
Cansado de ouvir sempre a mesma desculpa, certa vez o comandante da viatura, decidiu conversar em particular com a vítima. Enquanto isso, o outro policial continuou no interior da casa, mexendo numa lata de leite condensado, que estava aberta em cima de uma mesa.
Nesse dia, a vítima finalmente resolveu se abrir:
"Olha moço, eu tenho muita vergonha de falar essas coisas, mas já não aguento mais viu. Meu marido insiste em fazer algumas coisas comigo, que eu não admito. Todo fim de semana ele inventa uma nojeira diferente. Dessa vez ele queria que eu fizesse sexo oral, mas antes ele colocou o 'negócio' dele dentro da lata de leite condensado..."
Antes que ela terminasse a frase, o outro policial, saía de dentro da casa segurando uma lata de leite condensado, a dita cuja que provocou toda aquela confusão. E ao ouvir aquilo, o militar começou o cuspir e a sentir ânsias de vômito.
Ele obviamente havia tomado o conteúdo da latinha.
Bom, depois desse episódio, dá para imaginar a gozação.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
O Intérprete da Presidenta
Às vezes recebemos ligação de cada figura.
E uma dessas ligações era de um senhor com uma voz imponente, um tanto quanto autoritário e com uma certa ironia.
O mesmo afirmava ter perdido seus documentos e naquele momento, estava tentando embarcar num ônibus para Brasília, no terminal rodoviário. Mas, estava sendo impedido pelo motorista, porque não portava os documentos pessoais.
Então foi orientado a entrar em contato com a delegacia, já que existe uma bem próxima do local.
Ele então pediu o número do telefone. E foi-lhe repassado todos os números disponíveis.
Não satisfeito, disse que ele deveria ter um atendimento diferenciado, que aquele procedimento não estava à sua altura, que era dever da polícia militar fazer a ligação e resolver tudo.
Eita!
"Olha só, eu sou um dos intérpretes da Dilma. Perdi meus documentos quando estava com ela, nessa última viagem que fizemos a Pequim, na China. Estou indo à Brasília de ônibus para não ser reconhecido pelos repórteres..."
E uma dessas ligações era de um senhor com uma voz imponente, um tanto quanto autoritário e com uma certa ironia.
O mesmo afirmava ter perdido seus documentos e naquele momento, estava tentando embarcar num ônibus para Brasília, no terminal rodoviário. Mas, estava sendo impedido pelo motorista, porque não portava os documentos pessoais.
Então foi orientado a entrar em contato com a delegacia, já que existe uma bem próxima do local.
Ele então pediu o número do telefone. E foi-lhe repassado todos os números disponíveis.
Não satisfeito, disse que ele deveria ter um atendimento diferenciado, que aquele procedimento não estava à sua altura, que era dever da polícia militar fazer a ligação e resolver tudo.
Eita!
"Olha só, eu sou um dos intérpretes da Dilma. Perdi meus documentos quando estava com ela, nessa última viagem que fizemos a Pequim, na China. Estou indo à Brasília de ônibus para não ser reconhecido pelos repórteres..."
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Quero Dormir
Perturbação do sossego com certeza é o recordista das reclamações noturnas.
Um caso desses veio de um vigilante, reclamando da algazarra promovida na madrugada, por alguns jovens em uma praça.
"Moça, tem um bando de arruaceiros aqui na pracinha perto do centro espírita, onde eu sou o vigilante. Estão bebendo, cantando e com certeza estão usando drogas. Não consigo dormir, a bagunça é grande demais!"
Apesar da atendente enviar a viatura para apaziguar a bagunça, ficou a pergunta no ar:
Se ele é vigilante, não deveria permanecer acordado?
Um caso desses veio de um vigilante, reclamando da algazarra promovida na madrugada, por alguns jovens em uma praça.
"Moça, tem um bando de arruaceiros aqui na pracinha perto do centro espírita, onde eu sou o vigilante. Estão bebendo, cantando e com certeza estão usando drogas. Não consigo dormir, a bagunça é grande demais!"
Apesar da atendente enviar a viatura para apaziguar a bagunça, ficou a pergunta no ar:
Se ele é vigilante, não deveria permanecer acordado?
Tem Um Tamanduá-Bandeira Na Minha Cama
Um homem com voz embargada ligou várias vezes no 190 pedindo uma viatura, pois segundo ele, um tamanduá-bandeira havia invadido sua casa.
Este foi orientado a entrar em contato com corpo de bombeiros, mas pelo visto, ele queria mesmo era ser atendido pela polícia militar, devido a sua insistência. Ligou inúmeras vezes.
Falava algumas coisas sem nexo, mas sempre insistindo no tamanduá.
E numa dessas ligações ele foi bem dramático:
"Pelo amor de Deus, agora o tamanduá-bandeira está dormindo na minha cama, ele é enorme. Eu tô com muito medo, manda logo essa viatura..."
Enfim, a viatura foi enviada.
Chegando ao local, os policiais foram prontamente recebidos por um rapaz em pânico, olhos esbugalhados e falando sem parar.
"Ele tá lá! O tamanduá tá lá na minha cama! Me ajuda!"
Ao adentrarem o quarto, finalmente o mistério do tamanduá-bandeira foi descoberto.
E como era de se esperar, havia apenas um cobertor embolado na cama daquele rapaz assustado. Fruto da imaginação de um drogado, um viciado em crack.
Este foi orientado a entrar em contato com corpo de bombeiros, mas pelo visto, ele queria mesmo era ser atendido pela polícia militar, devido a sua insistência. Ligou inúmeras vezes.
Falava algumas coisas sem nexo, mas sempre insistindo no tamanduá.
E numa dessas ligações ele foi bem dramático:
"Pelo amor de Deus, agora o tamanduá-bandeira está dormindo na minha cama, ele é enorme. Eu tô com muito medo, manda logo essa viatura..."
Enfim, a viatura foi enviada.
Chegando ao local, os policiais foram prontamente recebidos por um rapaz em pânico, olhos esbugalhados e falando sem parar.
"Ele tá lá! O tamanduá tá lá na minha cama! Me ajuda!"
Ao adentrarem o quarto, finalmente o mistério do tamanduá-bandeira foi descoberto.
E como era de se esperar, havia apenas um cobertor embolado na cama daquele rapaz assustado. Fruto da imaginação de um drogado, um viciado em crack.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Esse Carro Em Minha Garagem Não é Meu!
Uma das atendentes do 190 recebeu uma ligação pra lá de estranha.
"Moça, acordei agora e esse carro que está em minha garagem não é o meu."
Hein?!
"Ontem eu estive na rodoviária de Goiânia e ao sair, acho que peguei o carro errado. Bem que reparei que tinha alguma coisa diferente, tinha umas sacolas atrás, mas como eu estava com pressa, nem dei importância. E também, a chave abriu a porta e o carro ligou normalmente, então vim embora uai."
Perguntado a placa do veículo intruso, foi verificado que havia um registro de furto do dia anterior, feito pelo proprietário, que ao chegar no local onde o havia estacionado, notou sua ausência. Justamente no terminal rodoviário desta cidade. Confirmando assim a história inicial da solicitante.
Aí começaram as transações para a troca dos veículos, e diferente do que muitos maldizem na mídia, a polícia militar usa sim o bom senso.
Ela foi orientada a se dirigir com o carro alheio, até as proximidades da rodoviária, onde uma viatura estaria a sua espera.
E paralelamente, o proprietário legal fora avisado do ocorrido, pela polícia militar. Contato esse, que foi feito pelos telefones que o mesmo havia deixado na ocorrência. E este também foi orientado a ir até o local do suposto furto, onde seria feito a devolução do seu carro.
E claro, todas as viaturas em serviço, foram avisadas via rádio do ocorrido, para que o veículo não fosse parado no meio do caminho. Já que contra este, havia um registro de furto.
Tudo feito com segurança e idoneidade.
Ambos, 'vítima e autora', também tiveram que ir ao Copom e à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, onde retiraram a ocorrencia de furto. Assim foi feito.
Acabando tudo bem. Sem maiores dissabores para ambos.
E eu achei que nada mais iria me surpreender naquele plantão.
Até que, no Copom, onde ambos estiveram para retirar a ocorrência, indaguei à distraída motorista o que a fez reparar que o veículo não lhe pertencia. Daí a surpreendente resposta.
"Como eu não reconhecia aquelas sacolas, fui olhar o que tinha dentro e vi um sutiã que não era meu. Então fui tirar satisfações com meu namorado, que de cara falou: Mas esse carro não é o seu!"
"Moça, acordei agora e esse carro que está em minha garagem não é o meu."
Hein?!
"Ontem eu estive na rodoviária de Goiânia e ao sair, acho que peguei o carro errado. Bem que reparei que tinha alguma coisa diferente, tinha umas sacolas atrás, mas como eu estava com pressa, nem dei importância. E também, a chave abriu a porta e o carro ligou normalmente, então vim embora uai."
Perguntado a placa do veículo intruso, foi verificado que havia um registro de furto do dia anterior, feito pelo proprietário, que ao chegar no local onde o havia estacionado, notou sua ausência. Justamente no terminal rodoviário desta cidade. Confirmando assim a história inicial da solicitante.
Aí começaram as transações para a troca dos veículos, e diferente do que muitos maldizem na mídia, a polícia militar usa sim o bom senso.
Ela foi orientada a se dirigir com o carro alheio, até as proximidades da rodoviária, onde uma viatura estaria a sua espera.
E paralelamente, o proprietário legal fora avisado do ocorrido, pela polícia militar. Contato esse, que foi feito pelos telefones que o mesmo havia deixado na ocorrência. E este também foi orientado a ir até o local do suposto furto, onde seria feito a devolução do seu carro.
E claro, todas as viaturas em serviço, foram avisadas via rádio do ocorrido, para que o veículo não fosse parado no meio do caminho. Já que contra este, havia um registro de furto.
Tudo feito com segurança e idoneidade.
Ambos, 'vítima e autora', também tiveram que ir ao Copom e à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, onde retiraram a ocorrencia de furto. Assim foi feito.
Acabando tudo bem. Sem maiores dissabores para ambos.
E eu achei que nada mais iria me surpreender naquele plantão.
Até que, no Copom, onde ambos estiveram para retirar a ocorrência, indaguei à distraída motorista o que a fez reparar que o veículo não lhe pertencia. Daí a surpreendente resposta.
"Como eu não reconhecia aquelas sacolas, fui olhar o que tinha dentro e vi um sutiã que não era meu. Então fui tirar satisfações com meu namorado, que de cara falou: Mas esse carro não é o seu!"
quinta-feira, 10 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
O Tarado da Moto
É cada vez mais comum recebermos ligações, principalmente de mulheres e crianças, dizendo que tem um tarado em uma moto, parado e se masturbando diante delas.
Isso durante o dia mesmo e sempre nas proximidades de escolas, onde passam muitas crianças e adolescentes.
Nos bairros mais afastados também, onde tem poucas casas e muito mato. Eles estão lá.
A certeza da impunidade é certa, pois agem durante o dia e não se preocupam em esconder a placa, porque sabem que as crianças vão ficar com medo e correr para dentro de casa e mesmo que alguém anote a placa, provar como?
No caso de serem pegos em flagrante, dizem que as vítimas estão inventando, que são pais de família, também tem filhos e que nunca, jamais fariam algo assim, que isso é um absurdo grande demais. Mas isso é um caso em mil. Pois pegar em flagrante é quase impossível.
E mesmo porque é só depois que o susto passa, que as vítimas ligam no 190, passando as características e claro, ninguém anotou a placa.
E ficam indignadas pela cena que tiveram que presenciar, culpando a polícia pelo não patrulhamento constante naquele bairro, naquele horário.
Não imaginam o quanto a cidade é grande e os tarados fazem uma varredura do território antes de colocar o bingulim para fora.
Fica o dito pelo não dito, acredito que seja um crime de difícil comprovação, visto que a vítima sentindo-se constrangida não dá continuidade no processo.
E sendo esse um crime de menor potencial ofensivo (palavras da lei), ou seja, o 'tarado da moto' sequer encostou na vítima, então, quase nada pode ser feito contra ele.
Essas leis deviam se adequar à realidade atual, pois a população está fazendo justiça com as próprias mãos. O que só aumenta a violência e o descrédito na polícia.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Iguais aos Gatos
Falar com bêbado já é difícil, agora imaginem uma bêbada.
Ela não sabia muito bem o que queria, acho que era encher o saco de alguém mesmo. E como o 190 é gratuito, os 'sem noção' fazem a festa.
Uma voz de mulher, que percebia-se ter tomado todo o estoque de cachaça de algum boteco, me fez uma pergunta:
"Ô moça, por que a polícia deixou o ladrão fugir?"
Que ladrão?
"Hoje teve uma operação aqui, vieram duas viaturas, mas o ladrão fugiu. Todo mundo sabe que ele é estuprador. Moro aqui a mais de vinte anos e sei quem é o vagabundo. Se os policiais não tem elasticidade para pular o muro como o ladrão, então tem que treinar para serem iguais aos gatos. Até um ladrãozinho sabe pular muros, mas a polícia, essa não tem competência mesmo; fiquei olhando e eles nem tentaram. Teve um que chegou a ohar por cima do muro, mas desistiu. E o ladrão fugiu, você tem que me dizer, por que hein?"
E eu ainda tenho que ouvir.

domingo, 13 de fevereiro de 2011
Onde?!
Tem algumas pessoas simples demais, fazem umas ligações que não tem pé e nem cabeça.
Uma voz masculina começa, mesmo antes que eu termine minha identificação:
''Eu quero que você me mande uma viatura aqui, ao lado da minha casa, porque o pessoal não deixa a gente dormir a noite. É aqui na casa da Val. Esse povo fuma drogas a noite toda, é uma bagunça, vocês tem que dar um jeito aqui nessa 'malaiada'.
Uma voz masculina começa, mesmo antes que eu termine minha identificação:
''Eu quero que você me mande uma viatura aqui, ao lado da minha casa, porque o pessoal não deixa a gente dormir a noite. É aqui na casa da Val. Esse povo fuma drogas a noite toda, é uma bagunça, vocês tem que dar um jeito aqui nessa 'malaiada'.
Fica aqui ó, depois da avenida de duas pistas, duas ruas abaixo, perto da pracinha, vocês vem pela avenida principal e vira na rotatória, a última que fica na saída que vai para a invasão, na rua de chão. A Val que mora lá, todo mundo conhece, ela não presta.
Anotou aí?
Manda aqui, vou ficar esperando!''
Manda aqui, vou ficar esperando!''
E desligou...
É, minha bola de cristal deve estar sem bateria hoje.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Mãe Implicante
Essa solicitação foi atendida por uma colega, que me relatou e achei que merecia ir para as minhas 'pérolas'.
Era de um homem, pedindo uma viatura para retirar sua mãe de dentro do banheiro. Já haviam mais de duas horas que ela estava lá e não saía.
Bom, a história é a seguinte; disse ele. Minha mãe vem na minha casa e se tranca no banheiro e fica horas, só para me implicar. Ela me irrita o tempo todo, faz tudo que pode para tirar minha paz, estou para ficar doido.
Eu morava com ela no interior e mudei aos 15 anos para a capital, para fugir dessa doida. Mas não tem jeito, ela vem me visitar e sempre arruma um jeito para me torturar.
Era de um homem, pedindo uma viatura para retirar sua mãe de dentro do banheiro. Já haviam mais de duas horas que ela estava lá e não saía.
Bom, a história é a seguinte; disse ele. Minha mãe vem na minha casa e se tranca no banheiro e fica horas, só para me implicar. Ela me irrita o tempo todo, faz tudo que pode para tirar minha paz, estou para ficar doido.
Eu morava com ela no interior e mudei aos 15 anos para a capital, para fugir dessa doida. Mas não tem jeito, ela vem me visitar e sempre arruma um jeito para me torturar.
E tem mais, quando ela fica aqui, eu pago mais de trezentos reais de conta de água. Vocês tem que dar um jeito nela.
Fuzilamento?!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Outra Pérola De Banco
Num plantão noturno, dentre tantos que passamos atendendo o 190, um senhor ligou desesperado. Em pânico mesmo!
Dizendo que entrou em um banco para fazer um saque e ficou preso dentro da agência.
As portas estavam trancadas e como haviam passado das 22 horas, isso sempre acontece mesmo.
Sabemos disso, mas acho que ele não sabia. Como também não sabia, que ao lado da porta tem um botão. Que ao apertá-lo a porta é destravada.
Então falei calmamente:
Senhor, ao lado da porta, tem um botão vermelho?
Dizendo que entrou em um banco para fazer um saque e ficou preso dentro da agência.
As portas estavam trancadas e como haviam passado das 22 horas, isso sempre acontece mesmo.
Sabemos disso, mas acho que ele não sabia. Como também não sabia, que ao lado da porta tem um botão. Que ao apertá-lo a porta é destravada.
Então falei calmamente:
Senhor, ao lado da porta, tem um botão vermelho?
E ele com a voz trêmula:
"Sim, tem..."
Continuei:
Aperte este botãozinho, por favor.
pela euforia com que falava, ou melhor, gritava:
"Abriu! Abriu! Muiiiito obrigado!!!"
Quero Meu Dinheiro
Um senhor ligou para a polícia militar de dentro de um banco num domingo, porque foi sacar dinheiro no caixa eletrônico e as cédulas não saíram.
Suspeitando que fosse o golpe do "chupa-cabra", perguntei se ele havia verificado o saldo, para confirmar se o valor havia sido debitado de sua conta.
Ele disse que não precisava verificar nada não, porque era trabalhador e tinha dinheiro sim. E precisava sacar o dinheiro para comprar comida para os filhos.
Tentei explicar que a questão não era se ele tinha dinheiro na conta, era só para saber se o saque havia sido efetivado e o dinheiro ficado preso no caixa eletrônico.
Mas ele não entendia nada.
Não quis entender, pois a maioria das pessoas ligam no 190 estressadas, não ouvem nada do que você diz, não adianta. Já tem uma opinião formada, acham que vão ser mal atendidas, que todo órgão público não presta, então falam em tom de imposição e que eles sim, são as únicas vítimas. E nós atendentes, mesmo ouvindo por 12 horas pessoas muito mal educadas, somos 'adestrados' para manter a calma e resolver a situação da vítima. Mas... Não é fácil, também somos humanos, antes de tudo.
Voltando ao assunto:
Nesse momento, uma voz masculina ao fundo informou ao trabalhador-solicitante, que naquele terminal, não haviam cédulas disponíveis, que era para ele se dirigir a outro e tentar sacar.
Ainda comigo ao celular, me disse que iria fazer o que o rapaz havia lhe explicado.
Falei para não desligar o telefone, enquanto tentava em outro terminal, pois o rapaz que o orientou poderia não ser um cidadão de bem, vai saber né.
Assim ele fez e finalmente voltou a falar comigo:
"Ah bom, agora saiu o dinheiro, eu sabia que tinha dinheiro uai!"
E simplesmente desligou na minha cara.
Resumindo: Um cidadão trabalhador, foi sacar seu suado dinheirinho e não leu as instruções na tela do terminal, que dizia que naquele terminal não haviam mais cédulas disponíveis para saque.
Suspeitando que fosse o golpe do "chupa-cabra", perguntei se ele havia verificado o saldo, para confirmar se o valor havia sido debitado de sua conta.
Ele disse que não precisava verificar nada não, porque era trabalhador e tinha dinheiro sim. E precisava sacar o dinheiro para comprar comida para os filhos.
Tentei explicar que a questão não era se ele tinha dinheiro na conta, era só para saber se o saque havia sido efetivado e o dinheiro ficado preso no caixa eletrônico.
Mas ele não entendia nada.
Não quis entender, pois a maioria das pessoas ligam no 190 estressadas, não ouvem nada do que você diz, não adianta. Já tem uma opinião formada, acham que vão ser mal atendidas, que todo órgão público não presta, então falam em tom de imposição e que eles sim, são as únicas vítimas. E nós atendentes, mesmo ouvindo por 12 horas pessoas muito mal educadas, somos 'adestrados' para manter a calma e resolver a situação da vítima. Mas... Não é fácil, também somos humanos, antes de tudo.
Voltando ao assunto:
Nesse momento, uma voz masculina ao fundo informou ao trabalhador-solicitante, que naquele terminal, não haviam cédulas disponíveis, que era para ele se dirigir a outro e tentar sacar.
Ainda comigo ao celular, me disse que iria fazer o que o rapaz havia lhe explicado.
Falei para não desligar o telefone, enquanto tentava em outro terminal, pois o rapaz que o orientou poderia não ser um cidadão de bem, vai saber né.
Assim ele fez e finalmente voltou a falar comigo:
"Ah bom, agora saiu o dinheiro, eu sabia que tinha dinheiro uai!"
E simplesmente desligou na minha cara.
Resumindo: Um cidadão trabalhador, foi sacar seu suado dinheirinho e não leu as instruções na tela do terminal, que dizia que naquele terminal não haviam mais cédulas disponíveis para saque.
Então ele, se achando lesado, ligou para a polícia militar.
E depois reclamam da linha estar sempre ocupada.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O Homem Violentado
Gaguejando, um homem ligou no 190 e me perguntou:
"Moça, eu fui violentado por uma mulher, estou me sentindo humilhado. E sei que as mulheres quando são violentadas, chamam a polícia. Quero saber se os homens também podem chamar?"
Sem acreditar muito bem na pergunta e achando hilário, respondi:
Sim, qualquer pessoa que seja violentada, agredida, roubada, etc, pode ligar e será atendida da mesma maneira.
E já sem gaguejar, finalizou:
"Então tudo bem, vou pensar melhor aqui se denuncio ou não. Depois ligo."
Hum, acho que ele gostou viu...
"Moça, eu fui violentado por uma mulher, estou me sentindo humilhado. E sei que as mulheres quando são violentadas, chamam a polícia. Quero saber se os homens também podem chamar?"
Sem acreditar muito bem na pergunta e achando hilário, respondi:
Sim, qualquer pessoa que seja violentada, agredida, roubada, etc, pode ligar e será atendida da mesma maneira.
E já sem gaguejar, finalizou:
"Então tudo bem, vou pensar melhor aqui se denuncio ou não. Depois ligo."
Hum, acho que ele gostou viu...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Major Araujo
Pelos próximos 4 anos, nossa classe estará representada pelo nosso Deputado Estadual Major Araújo.
Que foi indicado para ocupar a presidência da comissão de segurança pública da Assembléia Legislativa.
(...)
Um dos parlamentares mais requisitados pela imprensa goiana e disputados pelo público, surpreendentemente foi o deputado Major Araujo, que recebeu o carinho e demonstração de apoio de diversos setores da segurança pública. Em suas entrevistas, Major Araújo deixou explicito seu carinho pela classe dos militares, sempre dizendo que o mandato era dos militares e não dele.
“Isso aqui é apenas uma oportunidade confiada a mim e conferida pelos meus companheiros, e entrando aqui fico feliz por todos, pois antes de alguém aqui nessa casa de leis nos agredir ou nos apontar, tem que saber que aqui dentro tem um representante da classe; antes de proporem leis a qual engolíamos sem que ninguém nos defendessem, agora irão ouvir nossa voz. A voz de milhares de homens e mulheres da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros que me passaram uma procuração para representá-los .”
Que foi indicado para ocupar a presidência da comissão de segurança pública da Assembléia Legislativa.
(...)
Um dos parlamentares mais requisitados pela imprensa goiana e disputados pelo público, surpreendentemente foi o deputado Major Araujo, que recebeu o carinho e demonstração de apoio de diversos setores da segurança pública. Em suas entrevistas, Major Araújo deixou explicito seu carinho pela classe dos militares, sempre dizendo que o mandato era dos militares e não dele.
“Isso aqui é apenas uma oportunidade confiada a mim e conferida pelos meus companheiros, e entrando aqui fico feliz por todos, pois antes de alguém aqui nessa casa de leis nos agredir ou nos apontar, tem que saber que aqui dentro tem um representante da classe; antes de proporem leis a qual engolíamos sem que ninguém nos defendessem, agora irão ouvir nossa voz. A voz de milhares de homens e mulheres da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros que me passaram uma procuração para representá-los .”
(...)
Veja reportagem completa no site da PMGO.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Traidora Sincera
É cada vez mais comum a mulher não esconder a traição, como antigamente.
São sinais de tempos modernos, atuais, em que as mulheres estão deixando de tão somente trair, agora elas não importam que outras pessoas saibam, desde que não seja o marido traído, é claro.
Assim como eles sempre fizeram...
Atendi a essa ligação só mesmo por educação, porque além da cara-de-pau da solicitante, ainda tive que me segurar para não rir.
E por achá-la muito sincera, pois a maioria quando apronta, nunca vai direto ao ponto.
Escutei até o fim.
São sinais de tempos modernos, atuais, em que as mulheres estão deixando de tão somente trair, agora elas não importam que outras pessoas saibam, desde que não seja o marido traído, é claro.
Assim como eles sempre fizeram...
Atendi a essa ligação só mesmo por educação, porque além da cara-de-pau da solicitante, ainda tive que me segurar para não rir.
E por achá-la muito sincera, pois a maioria quando apronta, nunca vai direto ao ponto.
Escutei até o fim.
Ela me disse que era casada e que tinha um amante. E que este, sempre ligava em seu aparelho de celular, com número restrito. Para caso seu marido, resolvesse investigar suas ligações, não descobriria o número do ligador.
Porém, estava intrigada com a possibilidade dele pedir junto a sua operadora, os números que haviam ligado para ela.
E a dúvida era a seguinte: Ele conseguiria fazer isso?
Perguntei quem era o proprietário legal da linha, e ela me disse que era sua mesma.
Então falei para não se preocupar, a não ser que ele também tivesse alguma 'conhecida', que trabalhasse no call center, isso não era permitido.
"Ah bom, fico mais aliviada, ufa!" Disse a traidora sincera.
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